Aonde o fim não era um ponto final absoluto. Era, antes, o começo de tudo.
Lídia Martins
Sunday Oct 23 @ 04:30pm with 7 notes
Mais uma noite em claro, deixando de vivê-lo para apenas imaginá-lo. Como se quisesse memorizá-lo entre os dedos, escrevo. Fosse ele um papel e eu pudesse rasgá-lo em pedaços. Fosse esta porta trancada e não simplesmente encostada, à espera de que ele possa empurrá-la.
Lídia Martins
Sunday Oct 23 @ 04:25pm with 4 notes
Quero um mundo com o qual eu possa me emocionar. Quero ter a soberania de uma borboleta almirante e cessar fogo no entrecortar de minhas asas. Quero uma paisagem pela qual valha a pena lutar. Chega de me estraçalhar em guerras para as quais eu nunca tive armas. A alma sabe quando o corpo tem que parar.
Lídia Martins
Saturday Sep 3 @ 12:18am with 5 notes
Foi então que o vento começou a soprar. Compreendi que viver é isto. Uma canoa que a vida nos empresta e só vale o quanto temos disposição para remar. Tenho medo que a minha termine num gemido afogado, por ter batido em uma rocha atormentada por lembranças que ela decidiu petrificar. Mas preferi acreditar que o temporal passaria largo e ao invés de se despedaçar eu a encontraria reluzente sobre as águas. Às vezes eu fico de pé dentro dela, gosto de olhar a travessia. Gosto de forçar o remo e sentir como é bonita a maneira como ela deixa tudo para trás. Olho para as margens e vejo o sol mergulhar no horizonte. Vejo as flores, os bosques, os prados, os jardins, as florestas e seus bichos correndo para os montes. Quero um mundo com o qual eu possa me emocionar. Quero ter a soberania de uma borboleta almirante e cessar fogo no entrecortar de minhas asas. Quero uma paisagem pela qual valha a pena lutar.
Lídia Martins
Tuesday Aug 23 @ 09:41pm with 4 notes
